
“Não estamos habituados a perder. Sofrer duas derrotas seguidas só nos aconteceu uma ou duas vezes em sete anos. Obviamente, fizemos coisas positivas, mas também coisas não tão boas. A equipa está a evoluir, mas temos de perceber uma coisa: estivemos 24% do tempo em vantagem no campeonato, algo que não é normal. Essa mentalidade de se perceber o que é o FC Porto é relevante”, sublinhou o técnico.
Se a derrota na Luz implicou a descida à terceira posição da I Liga, com dois pontos de desvantagem para o Benfica, segundo colocado, e três face ao líder isolado Sporting, o desaire europeu significou a segunda partida seguida do FC Porto sem golos marcados.
“É importante os jogadores perceberem o que é perder um jogo. Provavelmente, a nova geração pensa que fez as coisas muito bem. Há muita gente a dizer que houve um jogo fantástico do FC Porto contra o FC Barcelona. Os amigos dos amigos e quem gravita à volta dos futebolistas passam uma mensagem diferente daquela que eu transmito. Estou extremamente aziado com tudo isto. Não gosto de perder”, sublinhou Sérgio Conceição.
O treinador portista continua sem poder contar com Pepe, Iván Marcano, Zaidu e Gabriel Veron, todos lesionados, enquanto Fábio Cardoso, que foi expulso face ao Benfica, está suspenso e deverá ser substituído no eixo da defesa por Zé Pedro, habitual titular da equipa B, frente ao Portimonense.
“A equipa não iniciou tão bem o campeonato, mas, nas últimas deslocações, ganhou em Guimarães e em Vizela e empatou em Arouca. Sente-se confortável [a jogar] fora de casa, defendendo mais baixo e tendo atletas muito rápidos nas transições defesa-ataque. Temos de agir em vez de reagir e ir para cima. Muitas vezes, isso não acontece. Mais do que um eventual erro técnico, é nessas situações que fico chateado”, terminou.
O FC Porto, terceiro classificado, com 16 pontos, mede forças com o Portimonense, 11.º, com oito, no domingo, às 18h00, em encontro da oitava ronda do campeonato, que terá arbitragem de Nuno Almeida, da associação do Algarve.