
"É uma deslocação complicada. O Vitória de Guimarães já trocou de treinador, mas isso não se tem notado na tabela. Está a três pontos de nós e tem feito os seus resultados. Acho que o plantel tem qualidade e o seu treinador está muito identificado com a paixão e com a forma de estar e de viver dos adeptos. Cabe-nos dar uma boa resposta e ganhar o jogo, começou por dizer.
"Os problemas que nos possam criar têm a ver principalmente connosco e com a forma como vamos defender. Identificando o adversário como uma equipa sólida e consistente, que, muitas vezes, ataca de uma forma simples e direta e é perigosa, temos de ter algum cuidado. Depois, há que perceber que somos o FC Porto e temos de impor o nosso jogo, controlando-o de uma maneira enérgica e com a intensidade que nos tem caracterizado, embora este ano não tanto aqui e acolá", prosseguiu.
"Estudámos e olhámos para o adversário ao pormenor. Há uma grande empatia de gente que trabalha ali dentro e vive o clube como ninguém, tal como acontece no FC Porto. Eu passei por lá e sei o que estou a dizer. Pela história, somos um clube de dimensão muito superior, mas o nosso oponente tem o seu peso. A humildade de se perceber que vamos defrontar uma equipa e um ambiente difíceis é a base para se começar a ganhar", reforçou..
Sérgio Conceição comentou ainda a contestação de que vem sendo alvo o treinador do Benfica, o alemão Roger Schmidt, na sequência dos últimos resultados menos felizes das águias. "Há alturas em que estamos na mó de cima e toda a gente é elogiada. Quando se perde ou se está num ciclo negativo, o culpado é sempre o mesmo. Se será justo? Há casos e casos, mas a vida do treinador é esta. Eu também já passei por situações assim", lembrou.
O técnico dos azuis e brancos, contudo, recusou falar sobre o jogo grande desta 11.ª jornada, que domingo colocará frente a frente os rivais Benfica e Sporting. "O nosso jogo é com o Vitória de Guimarães", lembrou apenas.