
“Há que olhar para o avançado do Sporting da mesma forma que temos de olhar para o Marcus Edwards, o Pedro Gonçalves, o Paulinho, caso jogue, e o Francisco Trincão. Ou seja, atentar nas características individuais desses atletas, nos espaços que ocupam e naquilo que gostam no seu jogo para se sentirem confortáveis e poderem colocar o seu potencial em campo. Há que nos precaver disso dentro da nossa organização”, referiu.
Leões e dragões lideram a prova, no entanto, independentemente da posição, estes jogos são sempre especiais. “Independentemente da fase das equipas e das pontuações, são sempre jogos grandes”.
“Sabemos que é um desafio de Liga dos Campeões e exigirá que estejamos ao mais alto nível em todos os momentos, e na questão da mentalidade. Esperamos estar à altura do jogo, que vale seis pontos, mas não é nesta fase que se decidem campeonatos”, sublinhou, antes de analisar a linha atacante leonina.
“É um Sporting diferente. Um avançado da qualidade do Paulinho estar no banco ou não jogar muitas vezes de início quer dizer alguma coisa. O opositor é muito equilibrado em todos os aspetos e momentos do jogo. Estamos à espera de um Sporting competente e muito competitivo, com uma ou outra variante, mas isso faz parte da estratégia”, referiu, antes de abordar o impacto de Viktor Gyokeres na equipa de Rúben Amorim.
“O processo ofensivo do Sporting é rico: envolve muito os alas, que também jogam muito bem no apoio e nas costas do nossos médios, enquanto o avançado explora muito bem a profundidade. Eles têm uma panóplia de características fáceis de perceber, mas difíceis de travar. Têm largura e atacam bem a profundidade. Isso é difícil de parar”, descreveu.
O treinador reconheceu a urgência de o FC Porto demonstrar “consistência e solidez na conquista de pontos” no campeonato, após ter garantido a 14.ª presença da sua história nos oitavos de final da Liga dos Campeões, ao impor-se na receção aos ucranianos do Shakhtar Donetsk (5-3), na quarta-feira, da sexta e última jornada do Grupo H da prova.
“Tem de haver um equilíbrio grande, até porque está tudo relacionado. Quando temos a bola, há que estar preparados para defender, porque é também nesses momentos que o Sporting cria perigo através de contra-ataques e ataques rápidos. Quando não a temos, vamos ter de estar preparados para explorar os espaços que deixarem. Não poderá é só prevalecer a organização defensiva ou o processo ofensivo na nossa estratégia”, frisou.
Face a queixas no tornozelo direito na partida frente ao Shakhtar, Pepe mantém-se em dúvida para o clássico e hoje voltou a trabalhar com limitações. Marcano e Gabriel Veron também integram o boletim clínico dos azuis e brancos.