
Acho que nada do que gravita à volta dos clubes, que não seja o trabalho de campo e preparação do jogo, pode interferir. Obviamente que acaba por criar algum ruído, e isso não é benéfico, não conseguimos bloquear 100% o que se vai passando. Mas dentro do nosso trabalho, os jogadores têm de perceber que o importante, no papel deles, é o jogo de amanhã. Tanto eu como o Rúben, como treinadores e responsáveis, sabemos isso. Nada deve interferir, mas quando o árbitro apita isso é esquecido e o público quer é uma vitória, que a bola entre na baliza do adversário e não na nossa".
Sobre a polémica renovação do técnico a dois dias das eleições, sobretudo por parte da lista de André Villas-Boas, Conceição desvalorizou as críticas pelo timing da decisão.
"O timing é o que menos belisca a opinião de todos os sócios que vão votar, acredito que não vão decidir alguma coisa no último ou penúltimo dia. Esse é o primeiro ponto. Depois, foi meter no papel algo que já estava apalavrado com o nosso presidente. Depois, importante também porque posso ter uma relação muito forte com o presidente, além de presidente é meu amigo, mas isso não significa nada, pode não ver competência noutros amigos. Foi dessa forma que conseguimos, nos últimos sete anos, voltar a ter a hegemonia e sermos o único clube pentacampeão em Portugal. Falo da minha estadia aqui, temos praticamente tantos títulos como os dois rivais juntos. Foi, no fundo, olhar para o que tem sido este passado recente, o presente e o futuro".
O FC Porto recebe o Sporting este domingo, às 20h30. Caso o Benfica saia derrotado com o SC Braga no jogo da Luz, este sábado, às 18h, uma vitória no Dragão garante aos leões o título de campeões nacionais. Dragões e leões estão separados por 18 pontos, quando faltam cinco jornadas para o fim do campeonato.