
São boas notícias para o FC Porto e para a direção liderada por André Villas-Boas: a SAD azul e branca cumpriu todos os pressupostos necessários para passar no controlo do Comité Financeiro da UEFA e já terá enviado toda a documentação exigida pelo organismo para comprovar a atual situação financeira, pode dizer-se, mais respirável.
Para este desfecho terá estado um exigente rol de negociações com os credores, de forma a contornar o complicado quadro financeiro herdado da anterior administração.
Foi garantido o pagamento dos salários em atraso, as dívidas vencidas às autoridades fiscais, Segurança Social e a clubes, todas elas saldadas ou renegociadas.
Apesar disso, os dragões continuam obrigados a fazer, pelo menos, uma grande venda para reequilibrar as contas, de modo a não cair outra vez em incumprimento.
Diogo Costa, Francisco Conceição, Pepê ou Evanilson são os principais ativos no mercado, sendo que o guardião, cuja cláusula está fixada nos 75 milhões de euros, foi o que mais valorizou durante o Euro 2024.
Recorde-se que o emblema azul e branco chegou a estar afastado das competições europeias por imposição da UEFA, castigo entretanto suspenso e que só entrará em vigor caso não seja cumprido o ‘fair-play’ financeiro durante as épocas de 2025/26, 2026/27 e 2027 /28.
Em contrapartida, a atual administração já não conseguiu evitar a multa de 1,5 milhões de euros por "dívidas vencidas a outros clubes de futebol, funcionários e/ou autoridades sociais/fiscais".