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Dançarina australiana de break denuncia campanha de ódio "devastador" após Paris-2024

A dançarina de break australiana Raygun denunciou a campanha de ódio "devastadora" desencadeada contra ela online por sua atuação nos Jogos Olímpicos de Paris.


Gunn, uma professora universitária de Sydney, de 36 anos, agradeceu a seus seguidores e manifestou satisfação por ter trazido a eles alegria num vídeo postado na quinta-feira em sua conta do Instagram.

"Não percebi que isso também abriria a porta para tanto ódio que, francamente, tem sido bastante devastador", acrescentou.

"Fui lá e me diverti. Levei isso muito a sério. Trabalhei muito na preparação para os Jogos e dei tudo de mim", continuou ela.

Os movimentos de Gunn imitando um canguru e seu agasalho australiano foram parodiados internacionalmente, como no popular programa de televisão americano de Jimmy Fallon.

Na quinta-feira, o Comitê Olímpico Australiano respondeu a uma petição online "vexatória, enganosa e intimidatória" que afirmava que a participação de Gunn havia sido antiética e questionava sua escolha como representante nacional para os Jogos.

A petição publicada no Change.org, que reuniu dezenas de milhares de assinaturas exigindo um pedido público de desculpas da dançarina, não estava mais disponível na plataforma nesta sexta-feira.

A 'b-girl' explicou em seu vídeo que iria ficar algumas semanas na Europa para se desconectar, mas exigiu que a mídia parasse de assediar sua família e amigos.

"Todos nós sofremos muito por causa disso, por isso peço que respeitem a privacidade deles", disse ela.

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