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Estes são os grandes centros urbanos que desapareceram ao longo da história

A história da humanidade é marcada pela ascensão e queda de grandes cidades que, no seu auge, foram centros de comércio, cultura e poder político. Estas cidades, algumas com populações que rivalizavam com as metrópoles modernas, desapareceram devido a desastres naturais, guerras ou declínios económicos, deixando para trás ruínas e lendas. Neste artigo, exploramos algumas das cidades mais populosas que desapareceram, desenterrando as suas histórias e as lições que a sua queda nos oferece. 

Cartago: a ascensão e queda de uma potência mediterránea 

Nos tempos antigos, poucas cidades podiam rivalizar com Cartago em riqueza e poder. Fundada pelos fenícios onde hoje é a Tunísia, Cartago tornou-se o centro de um vasto império comercial que se estendia pelo Mediterrâneo ocidental. Com uma população que ultrapassava os 500 mil habitantes no seu auge, a cidade era famosa pelo seu porto, pelas suas imponentes muralhas e pela sua capacidade militar, que veio desafiar a própria Roma. 

Contudo, a rivalidade com Roma culminou nas Guerras Púnicas, uma série de conflitos que selaram o destino de Cartago. Em 146 a.C., após um cerco brutal, os romanos arrasaram a cidade, destruindo-a até aos alicerces e salgando as suas terras para evitar o seu ressurgimento. A queda de Cartago não só marcou o fim de um poder, mas também serviu como um lembrete do poder devastador da guerra e da fragilidade das civilizações mais prósperas. 

Pompéia: uma cidade soterrada pela natureza 

Pompéia, localizada na região da Campânia, na Itália, era uma cidade vibrante do Império Romano com uma população estimada em mais de 11.000 habitantes no século I DC. Com as suas ruas de paralelepípedos, vilas luxuosas e vida comercial ativa, Pompéia representava a prosperidade da Roma Antiga. No entanto, a cidade foi apagada do mapa em um único dia. 

Em 24 de agosto de 79 d.C., o Monte Vesúvio, um vulcão próximo, entrou em erupção, liberando uma nuvem de cinzas e gases tóxicos que cobriu a cidade em questão de horas. Pompeia foi soterrada sob metros de cinzas vulcânicas, preservando a sua vida quotidiana num estado quase intacto até à sua redescoberta no século XVIII. A tragédia de Pompeia não é apenas um testemunho do poder destrutivo da natureza, mas também uma janela para a vida na Roma Antiga. 

Mohenjo-Daro: a cidade perdida da civilização do Vale do Indo 

Mohenjo-Daro, localizada no atual Paquistão, foi uma das principais cidades da antiga civilização do Vale do Indo, que floresceu por volta de 2.500 aC. Com uma população que poderia atingir entre 30.000 e 40.000 pessoas, Mohenjo-Daro era um centro urbano avançado com um sistema de esgoto sofisticado, ruas bem planejadas e estruturas monumentais, como o Grande Banho. 

No entanto, por volta de 1900 a.C., Mohenjo-Daro foi abandonado por razões que ainda não estão completamente claras. Algumas teorias sugerem que mudanças no curso do rio Indo, inundações ou um colapso económico poderiam ter sido factores. O desaparecimento de Mohenjo-Daro marca o declínio de uma das primeiras civilizações urbanas do mundo, cujo legado permanece um mistério em muitos aspectos. 

Angkor: o coração de um império que desapareceu na selva 

Angkor, a capital do Império Khmer, localizada no atual Camboja, foi no seu auge uma das maiores e mais avançadas cidades do mundo. Entre os séculos IX e XV, Angkor expandiu-se para cobrir mais de 1.000 quilómetros quadrados, com uma população estimada em quase um milhão de pessoas. A cidade foi o epicentro cultural e religioso do império, famosa pelos seus templos monumentais como Angkor Wat. 

Apesar da sua grandeza, Angkor foi gradualmente abandonada no século XV, possivelmente devido a uma combinação de factores como guerras, desastres naturais e esgotamento de recursos. A selva começou a recuperar a cidade e Angkor foi perdida no tempo até ser redescoberta por exploradores franceses no século XIX. Hoje, Angkor Wat continua a ser um símbolo do antigo esplendor da cidade, mas a questão de por que uma metrópole tão grande foi abandonada continua a intrigar os historiadores. 

Tenochtitlán: A cidade flutuante que desafiou os conquistadores 

Tenochtitlán, capital do Império Asteca, era uma cidade majestosa construída em uma série de ilhas no Lago Texcoco, onde hoje é a Cidade do México. Com uma população que ultrapassava os 200.000 habitantes, Tenochtitlán era uma metrópole de canais, templos e praças que impressionou os conquistadores espanhóis pelo seu tamanho e organização. 

Porém, em 1521, após um cerco que durou meses, as tropas de Hernán Cortés, aliadas aos inimigos dos astecas, conseguiram derrotar a cidade. Tenochtitlán foi praticamente destruída e a Cidade do México foi construída sobre suas ruínas. A queda de Tenochtitlán simboliza o fim de uma das civilizações mais avançadas da América e o início da colonização europeia no continente. 

O desaparecimento destas grandes cidades oferece-nos lições valiosas sobre a impermanência mesmo das civilizações mais poderosas. Seja por desastres naturais, conflitos bélicos ou alterações ambientais, nenhuma cidade está a salvo das forças que podem levá-la ao esquecimento. 

A história destas cidades perdidas destaca a importância da adaptação, resiliência e memória. Preservar o legado destas cidades não é apenas uma homenagem às civilizações que as construíram, mas também uma fonte de aprendizagem para as gerações futuras. Num mundo onde as megacidades continuam a crescer, a história das cidades desaparecidas lembra-nos que a grandeza de uma cidade não garante a sua sobrevivência. 

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