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7 curiosidades que você não sabia sobre a tabela periódica

A tabela periódica é um dos pilares fundamentais da ciência moderna, um mapa que organiza os blocos de construção do nosso universo. À primeira vista pode parecer uma simples lista de elementos químicos, mas por trás de cada símbolo e número esconde-se um universo de curiosidades. Desde elementos que não deveriam existir até outros que desafiam as leis da física, a tabela periódica é um verdadeiro quebra-cabeça que revela os mistérios do cosmos. Neste artigo, exploramos alguns dos fatos mais fascinantes sobre este compêndio científico e a história por trás de sua evolução. 

A origem da tabela periódica: um feito de Dimitri Mendeleev 

Um dos primeiros fatos curiosos sobre a tabela periódica é a sua criação. Em 1869, o químico russo Dimitri Mendeleev publicou a primeira versão, mas o mais surpreendente é que, na época, nem todos os elementos eram conhecidos. Mendeleev organizou os elementos de acordo com seu peso atômico e propriedades químicas, deixando espaços vazios para elementos que ainda não haviam sido descobertos, prevendo até suas propriedades. A precisão de suas previsões para elementos como germânio, escândio e gálio foi tão surpreendente que consolidou a reputação da tabela periódica como ferramenta preditiva. 

O elemento fantasma: frâncio 

Francium, elemento com número atômico 87, é um dos elementos mais raros da natureza. É tão instável que a sua existência na Terra é praticamente efêmera. A qualquer momento, existem menos de 30 gramas de frâncio em todo o planeta. Descoberto em 1939 pela química francesa Marguerite Perey, este elemento radioativo dura apenas alguns minutos antes de se decompor em outros elementos, tornando-o uma raridade difícil de estudar. 

Elementos que não existem na natureza 

A tabela periódica não é composta apenas pelos elementos que encontramos na Terra; Alguns deles, como o neptúnio ou o plutónio, são elementos artificiais que só foram criados em laboratórios através de bombardeamentos nucleares. Esses elementos, chamados de transurânicos (porque estão além do urânio na tabela periódica), geralmente são extremamente instáveis ​​e têm meia-vida muito curta. No entanto, a sua criação e estudo permitiram progressos em áreas como a medicina nuclear e a investigação energética. 

A história escondida por trás dos nomes 

Os nomes dos elementos da tabela periódica possuem seu próprio conjunto de fatos interessantes. Muitos elementos receberam nomes de cientistas (como o einstênio de Albert Einstein ou o cúrio de Marie e Pierre Curie), enquanto outros receberam nomes de lugares (como o califórnio ou o amerício). Mas nem todos os nomes dos elementos são tão diretos. Mercúrio, por exemplo, recebeu o nome do deus romano da velocidade, devido ao seu estado líquido e mobilidade à temperatura ambiente. 

Outro caso curioso é o do hélio, que foi descoberto pela primeira vez no espaço antes na Terra. Em 1868, durante um eclipse solar, os astrônomos detectaram uma nova linha no espectro solar que não correspondia a nenhum elemento conhecido na Terra. Assim, decidiram batizar este novo elemento de “hélio”, em homenagem ao deus grego do sol, Hélios. Somente em 1895 o hélio foi isolado na Terra. 

O número atômico: muito mais que um simples número 

O número atômico de um elemento, que representa o número de prótons em seu núcleo, é um dos aspectos mais fundamentais da tabela periódica. No entanto, existem algumas anomalias que podem confundir os estudantes de química. O tecnécio, por exemplo, tem número atômico 43, mas todos os elementos com números atômicos mais baixos deveriam existir naturalmente. No entanto, o tecnécio não é encontrado na natureza e foi o primeiro elemento que os cientistas tiveram que sintetizar. Este paradoxo se deve ao fato de todos os isótopos de tecnécio serem instáveis ​​e radioativos, o que faz com que desapareçam rapidamente da crosta terrestre. 

Elementos com propriedades contraditórias 

Alguns elementos da tabela periódica parecem desafiar a lógica em termos de propriedades físicas e químicas. Por exemplo, o oxigénio é essencial para a vida e muito abundante na Terra, mas na sua forma pura pode ser extremamente reativo e até mortal. Na verdade, o oxigênio puro em altas pressões pode causar danos pulmonares e envenenamento em humanos. 

Outro caso intrigante é o dos metais alcalinos, como o sódio e o potássio, conhecidos pela sua alta reatividade. Esses metais reagem violentamente com a água, o que pode causar explosões. No entanto, no corpo humano, o sódio e o potássio são essenciais para a transmissão dos sinais nervosos e para a função celular, demonstrando um fascinante paradoxo no seu comportamento nos seres vivos. 

Os elementos do futuro: até onde vai a tabela periódica? 

Embora hoje a tabela periódica tenha 118 elementos, os cientistas não param de se perguntar se há mais elementos a serem descobertos. À medida que avançam as pesquisas em física nuclear, novos elementos têm sido sintetizados em laboratórios, como o oganeson, o elemento mais pesado conhecido até agora com número atômico 118. No entanto, sua estabilidade é extremamente limitada, levantando a questão de se um dia encontraremos ainda mais pesado e elementos mais estáveis. 

A “ilha de estabilidade” é uma teoria que sugere que, além dos elementos instáveis, poderia haver um conjunto de elementos superpesados, mais estáveis ​​e duráveis. Se descobertos, esses elementos poderão revolucionar nossa compreensão da química e da física. 

Muito mais que uma simples lista de elementos 

A tabela periódica é muito mais que uma simples lista de elementos; É uma janela para o passado, presente e futuro do nosso universo. Das previsões visionárias de Mendeleev à criação de elementos em laboratórios, a tabela periódica continua a ser fonte de curiosidades e mistérios científicos. Os elementos que o compõem não só constituem a base da nossa existência, mas também revelam a complexidade e a beleza do mundo que nos rodeia. Cada símbolo e número neste gráfico é um lembrete do quanto aprendemos e do quanto resta a ser descoberto. 

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