
“O que aconteceu é que há coisas que não se explicam. Se calhar entrou em campo o Vitorino, o Coates, o Neto. Parece que entraram em campo na 2.ª parte e foi especial. Muito melhor do que na terça-feira. Foi isso que aconteceu. Toda a gente que passou aqui nos últimos quatro anos entrou em campo e não havia maneira de perder este jogo. Já fui campeão pelo clube do meu coração, mas este momento foi inacreditável. Melhor do que terça-feira. Teve um significado muito especial para mim. Entramos todos em campo. O Vitorino, o Matheus Nunes. Tinha de ser assim", começou por dizer o técnico.
Amorim voltou a explicar o que o motivou a tomar esta decisão de sair do Sporting, revelando que foi a primeira vez que não colocou a equipa em primeiro lugar.
“O que posso dizer aos sportinguistas é obrigado. Eu é que digo obrigado. Foi uma aventura fantástica. Fiz o que pude. Cometi alguns erros, teimosias, mas foi sempre a pensar na equipa. Posso dizer isso de consciência tranquila, a equipa esteve sempre em 1.º lugar. Desta vez, tirando o erro do fim da época passada, esta foi a única vez em que pensei em mim. Tive de o fazer. Portanto, obrigado. Desculpem esta decisão a meio da época, mas senti que era a minha hora e o meu caminho. E nesse caso, preciso de estar de corpo e alma. Agradeço o apoio, mas há que continuar. Na próxima jornada podemos bater o melhor arranque de sempre e há muito a fazer".
A fechar, deixou várias palavras de apoio e apreço ao sucessor no cargo, que hoje se ficou a saber que será João Pereira.
"O sucessor vamos ver, não sei quando o clube vai informar. Trouxe muita coisa, mas não trouxe tudo. Deixei lá algumas coisas que depois serão entregues. Tenho confiança porque acredito nos jogadores. Eu sei qual é o próximo treinador e acredito nele, disse-o aos jogadores. Que há coisinhas que vão ser diferentes, mas que a pessoa que vai estar no meu lugar tem a mesma essência. Isto já estava a ser planeado, foi é mais cedo. Nem toda a gente tem a sorte que tenho”, concluiu.