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Portugal faz história no Mundial de Clubes com Porto e Benfica como grandes representantes

A edição inaugural do novo Mundial de Clubes reúne 32 equipas nos Estados Unidos e o futebol português terá os seus dois grandes emblemas.

Portugal vai estar duplamente representado na primeira edição do renovado Campeonato do Mundo de Clubes da FIFA, que se realiza de 15 de junho a 13 de julho de 2025, nos Estados Unidos. FC Porto e SL Benfica, dois dos clubes mais históricos e bem-sucedidos do país, vão participar no torneio de 32 equipas, que promete tornar-se num dos eventos futebolísticos mais importantes do calendário internacional.

Pela primeira vez, a FIFA organiza um Campeonato do Mundo de Clubes num formato semelhante ao de um Campeonato do Mundo nacional, e Portugal não quis ficar de fora da festa. Porto e Benfica conseguiram a sua qualificação através do ranking da UEFA acumulado entre 2021 e 2024, que concedeu lugares adicionais aos clubes europeus com melhor desempenho nas competições continentais, independentemente de terem ou não vencido a Liga dos Campeões.

FC Porto: solidez e juventude para liderar o Grupo A

O FC Porto chega ao torneio como uma das equipas com maior tradição internacional na competição. Campeões europeus em 1987 e 2004, os “Dragões” procuram acrescentar um novo capítulo à sua história num jogo que os coloca perante adversários fortes no Grupo A: Palmeiras (Brasil), Al Ahly (Egito) e Inter Miami (EUA).

Sob o comando do técnico argentino Martin Anselmi, a equipa portista combina experiência e juventude num plantel equilibrado. O guarda-redes Diogo Costa é uma das estrelas da equipa e um dos jovens talentos mais promissores do futebol europeu. No ataque, o espanhol Samu Omorodion, contratado ao Granada, entrou em cena esta época, trazendo velocidade e potência.

A estreia do Porto está marcada para 16 de junho contra o Palmeiras, campeão da Copa Libertadores, no Estádio Levi's, em Santa Clara, Califórnia. Depois disso, enfrentará o Inter Miami de Lionel Messi e o sempre combativo Al Ahly, os reis do futebol africano.

O objetivo da equipa do Dragão é claro: passar a fase de grupos e chegar aos oitavos de final, onde a história e o carácter competitivo do clube podem fazer a diferença.

SL Benfica: uma despedida e uma oportunidade para se redimir

O Benfica entra em campo num contexto emocional. A recente saída de Angel Di Maria, após apenas uma época em Lisboa, deixou marcas nos adeptos. No entanto, os “encarnados” mantêm um plantel competitivo e com jovens talentos capazes de surpreender no Grupo C, onde vão defrontar o Bayern de Munique (Alemanha), o Boca Juniors (Argentina) e o Auckland City (Nova Zelândia).

O treinador Bruno Lage, que regressou ao banco do Benfica esta época, optou por uma combinação de juventude e reforços estratégicos. Jogadores como António Silva na defesa, João Neves no meio-campo e o brasileiro Marcos Leonardo no ataque representam o sangue novo de uma equipa que procura reencontrar a sua melhor forma internacional.

A estreia do Benfica contra o Auckland City, a 17 de junho, será um jogo fundamental para marcar o ritmo do grupo. Seguem-se os grandes desafios: o Boca Juniors, com a sua experiência na Taça e a sua paixão sul-americana, e o gigante bávaro Bayern de Munique, um dos principais candidatos ao título.

Os gigantes de Lisboa não conquistam um título continental desde 1962, mas encaram este Campeonato do Mundo de Clubes como uma oportunidade para recuperar o prestígio e mostrar que continuam a ser um dos grandes nomes da Europa, apesar das dificuldades das últimas décadas.

Um formato inovador, um cenário ambicioso

O Campeonato do Mundo de Clubes de 2025 marcará o início de uma nova era no futebol internacional. O torneio será disputado com 32 equipas divididas em 8 grupos de 4, ao estilo do Campeonato do Mundo de equipas nacionais. Os dois primeiros classificados de cada grupo passarão aos oitavos de final e, a partir daí, será disputado em formato eliminatório até à final.

Para além dos representantes portugueses, a competição contará com clubes de topo como o Manchester City, Real Madrid, Bayern de Munique, Chelsea, Flamengo, Palmeiras, Al Ahly, Leon e Tigres do México, bem como o Inter Miami liderado por Messi, Suarez e companhia.

Os Estados Unidos serão os anfitriões do torneio, utilizando estádios de classe mundial como o MetLife Stadium (Nova Jersey), o SoFi Stadium (Los Angeles), o AT&T Stadium (Texas) e o Mercedes-Benz Stadium (Atlanta), todos com capacidade para mais de 70.000 espectadores.

A FIFA pretende transformar esta competição num evento de referência mundial, com grande impacto mediático, a presença de patrocinadores globais e o objetivo de levar o futebol de clubes de elite a novos mercados, especialmente na América do Norte e na Ásia.

O futebol português na cena mundial

A presença do Porto e do Benfica não é apenas uma conquista para os dois clubes, mas também para o futebol português no seu todo. Num contexto de domínio económico das grandes ligas, a qualificação de duas equipas portuguesas para o torneio demonstra a competitividade e o talento que continuam a surgir na Primeira Liga.

Além disso, tanto o Porto como o Benfica têm grandes bases de adeptos na diáspora portuguesa, especialmente no Canadá, nos Estados Unidos e no Brasil, o que garante apoio nas bancadas e visibilidade nos media internacionais.

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