
A Primeira Liga de Portugal posiciona-se, mais uma vez, como um dos mercados mais ativos e estratégicos do verão europeu. Com equipas consolidadas na elite, como Sporting, Benfica e Porto, a competição portuguesa continua a ser um trampolim de talentos e um ponto de atração para projetos ambiciosos. Neste mercado, os holofotes estão voltados para a situação de Viktor Gyökeres, o possível regresso de João Félix ao Benfica e uma série de movimentos importantes que prometem uma temporada emocionante.
O sueco Viktor Gyökeres deixou a sua marca no Sporting de Lisboa desde a sua chegada em 2023. Com 97 golos em 102 jogos, o seu impacto foi imediato, tornando-se o líder ofensivo da equipa. No entanto, o idílio parece ter chegado ao fim. O avançado de 27 anos solicitou a saída neste verão, alegando um acordo verbal que permitiria a sua saída por 70 milhões de euros, um valor muito inferior aos 100 milhões da sua cláusula de rescisão.
O Arsenal foi o clube que mostrou mais interesse, chegando mesmo a um acordo preliminar com o jogador. As negociações entre os clubes continuam em curso, mas a recusa do Sporting em reduzir as suas pretensões tensionou a relação. Tanto que o avançado não se apresentou à pré-temporada como forma de pressão.

Enquanto o seu futuro é resolvido, o Sporting já se reforçou. O clube lisboeta contratou o médio georgiano Giorgi Kochorashvili, proveniente do Levante, por um valor próximo dos 5,5 milhões de euros. O jogador, de 25 anos, chega como uma aposta de perfil dinâmico, com boa condução e visão ofensiva, ideal para ocupar espaços no meio-campo diante de possíveis saídas no centro do campo.
Outro dos grandes protagonistas do verão é João Félix, que procura reencontrar a sua melhor versão após uma trajetória irregular desde que saiu do Benfica em 2019. Com apenas 25 anos, a sua passagem pelo Atlético de Madrid, Chelsea, Barcelona e AC Milan foi cheia de altos e baixos, e agora vê com bons olhos a possibilidade de voltar ao local onde tudo começou.

O Benfica iniciou conversações com o Atlético para negociar uma cedência com opção de compra. O principal obstáculo é o elevado salário do jogador, que excede os limites salariais do clube lisboeta. No entanto, a vontade de João de regressar a casa poderá facilitar um acordo. Em declarações recentes, o avançado deixou claro o seu desejo: «Voltar ao Benfica seria um sonho realizado».
O regresso de Félix não só significaria um reforço desportivo de alto nível, como seria um impulso emocional para uma torcida que ainda se lembra com nostalgia da sua entrada mágica na equipa principal.
No norte do país, o Futebol Clube do Porto iniciou uma nova etapa com a chegada ao banco do treinador italiano Francisco Farioli, de 36 anos. Considerado um dos técnicos mais promissores da sua geração, Farioli chega após passagem pelo Nice e, anteriormente, pelo Alanyaspor, com uma proposta futebolística moderna, baseada na posse de bola e na pressão alta.
A aposta em Farioli representa uma mudança de rumo para os «dragões», que vinham de uma etapa marcada pela intensidade e verticalidade de Sérgio Conceição. O clube confia que o novo técnico possa potenciar o talento jovem do plantel e devolver a equipa aos primeiros planos continentais. Embora, por enquanto, não tenham anunciado grandes contratações, espera-se que, com a chegada da nova equipa técnica, sejam ativadas incorporações na defesa e no meio-campo para se adequarem ao estilo Farioli.

Além dos grandes nomes e treinadores, a Primeira Liga continua a fazer jogadas para reforçar a sua competitividade:
Portugal continua a consolidar-se como um centro estratégico de talento futebolístico. Com a chegada de promessas sul-americanas, africanas e do leste europeu, e a formação contínua de talentos nacionais, a Primeira Liga mantém o seu papel como lançadora para o futebol de elite. A saída de Gyökeres marcará um recorde se for concretizada em valores próximos aos 80 milhões. Por sua vez, o regresso de Félix poderá mudar o panorama do campeonato, dando ao Benfica uma arma ofensiva de classe mundial.
Além disso, com treinadores como Farioli a chegar ao país, a liga também moderniza a sua proposta tática e posiciona-se como uma competição atraente tanto para jogadores em desenvolvimento como para técnicos emergentes. À medida que julho avança, esperam-se novos movimentos que poderão agitar ainda mais a tabela. A única certeza é que o futebol português vive um verão tão intenso quanto promissor.