
O Benfica começou a sua aventura europeia com uma derrota inesperada no seu próprio estádio, deixando escapar uma vantagem de 2-0 frente ao Qarabag, que recuperou para vencer por 3-2 num final dramático. A equipa do Azerbaijão selou uma vitória histórica que aumenta a pressão sobre os portugueses no que resta da fase de grupos.
Desde o apito inicial, o Benfica pareceu impor condições. Aos 6 minutos, Enzo Barrenechea, após um canto, cabeceou para abrir o marcador. Apenas dez minutos depois, Vangelis Pavlidis ampliou a vantagem ao aproveitar uma rápida transição ofensiva; o seu remate de primeira penetrou a defesa visitante com força e precisão.
O plano parecia claro: controlar a bola, gerir o tempo, evitar surpresas defensivas e fechar o jogo nos primeiros minutos do segundo tempo. Mas o Qarabag não estava disposto a desistir tão cedo. À medida que a primeira parte avançava, os visitantes começaram a criar perigo, aproveitando os erros locais e as falhas na defesa do Benfica.
Antes do intervalo, a sensação de que o Benfica estava a perder o protagonismo era crescente. No entanto, só depois do intervalo é que o Qarabag conseguiu reduzir a desvantagem: Leandro Andrade aproveitou uma bola perdida e disparou um remate potente que ultrapassou o guarda-redes Anatoliy Trubin.
O Benfica, visivelmente abalado, tentou recompor-se, mas os alarmes defensivos continuavam acesos. E poucos minutos após o reinício, Camilo Durán encontrou espaço após um passe preciso de Marko Jankovic para empatar o jogo, colocando o resultado em 2-2.
Com o jogo empatado, o final foi bastante tenso. O Benfica procurou insistentemente o terceiro golo, mas sem clareza no último terço do campo. O Qarabag, por sua vez, apostou no contra-ataque, na paciência e em provocar erros. Aos 86 minutos, Oleksiy Kashchuk completou a reviravolta: após uma jogada coletiva que incluiu uma tabela com Abdellah Zoubir, ele finalizou com serenidade para bater Trubin e selar o placar.
Para o Qarabag, esta vitória não é apenas a primeira nesta fase de grupos, mas também um enorme impulso moral. A equipa tem ritmo, confiança e demonstra que pode competir mesmo fora de casa contra equipas mais conceituadas. O seu próximo compromisso será em casa contra o Copenhaga, onde procurará consolidar-se como a revelação do grupo.
Para o Benfica, os alarmes disparam a vermelho. O treinador Bruno Lage foi demitido após esta derrota histórica frente ao Qarabag. A exigência num clube como o Benfica é grande, e deixar-se recuperar em casa desta forma não é um delito menor. As próximas datas serão decisivas para curar feridas, recuperar a confiança e demonstrar que ainda podem aspirar a avançar na Champions. Também enfrentam um duelo complicado contra o Chelsea em Stamford Bridge, onde a margem de erro será ainda menor.