
A edição de 2025 da Bola de Ouro decorreu no Théâtre du Châtelet, em Paris, e juntou as maiores figuras do futebol mundial. Foi uma cerimónia marcada pela surpresa no masculino, com Ousmane Dembélé a erguer o troféu, e pela confirmação de Aitana Bonmatí no feminino, que somou o seu terceiro galardão consecutivo. Entre os premiados e nomeados houve também espaço para o talento português, com três jogadores nacionais entre os 30 melhores e ainda a distinção de Viktor Gyökeres, avançado que brilhou na Primeira Liga antes de rumar ao Arsenal.
Portugal contou com Vitinha, Nuno Mendes e João Neves entre os finalistas masculinos. Todos atuam atualmente no Paris Saint-Germain e foram peças importantes na conquista da Liga dos Campeões.
Vitinha destacou-se pela regularidade no meio-campo, sendo um dos motores da equipa. Nuno Mendes, cada vez mais maduro, mostrou segurança defensiva e capacidade ofensiva, confirmando a sua evolução como lateral de elite. Já João Neves, que se transferiu recentemente do Benfica para o PSG, teve uma adaptação imediata e revelou personalidade para jogar ao mais alto nível. A presença destes três nomes confirma que Portugal continua a formar jogadores de qualidade capaz de competir ombro a ombro com as maiores estrelas internacionais.
Embora já não atue na Primeira Liga, Viktor Gyökeres foi outro dos protagonistas com ligação direta a Portugal. O sueco, que brilhou no Sporting na época passada, acabou por ser distinguido com o Prémio Gerd Müller de melhor marcador do ano. A passagem por Alvalade, onde acumulou golos e exibições memoráveis, foi fundamental para a sua afirmação no panorama europeu e abriu caminho para a transferência para o Arsenal.
A distinção de Gyökeres é também um reconhecimento indireto da força da Primeira Liga como campeonato formador e potenciador de grandes talentos.
No setor masculino, o destaque da noite foi Ousmane Dembélé, que superou concorrentes de peso e levou o troféu graças à sua temporada de excelência no PSG. O francês somou golos, assistências e foi peça decisiva no percurso europeu da sua equipa. A vitória reforça a força coletiva do projeto parisiense, onde jogam também os três portugueses nomeados.
No futebol feminino, a espanhola Aitana Bonmatí conquistou pela terceira vez consecutiva a Bola de Ouro. A médio do Barcelona voltou a demonstrar a sua superioridade e estabeleceu-se como a referência maior do futebol feminino mundial. Embora não houvesse jogadoras portuguesas entre as principais candidatas, a crescente visibilidade deste prémio funciona como estímulo para a evolução do futebol feminino em Portugal, que tem crescido em número de praticantes e qualidade competitiva.
O prémio Johan Cruyff para melhor treinador foi entregue a Luis Enrique, responsável pelo PSG campeão da Europa. A sua liderança foi determinante para o sucesso da equipa e, por consequência, para a valorização dos três internacionais portugueses que estiveram nomeados. O reconhecimento do técnico espanhol reforça o peso do clube parisiense nesta gala.
Apesar de nenhum jogador nacional ter subido ao palco para receber o troféu maior, Portugal tem motivos para sair de Paris de cabeça erguida. Ver Vitinha, Nuno Mendes e João Neves entre os 30 melhores do mundo é motivo de orgulho e sinal claro de que o futuro está assegurado. A distinção de Gyökeres, com raízes recentes na Primeira Liga, confirma também a importância do futebol português como rampa de lançamento para carreiras de nível mundial.
A geração atual demonstra que, mesmo após a era de Cristiano Ronaldo, Portugal continua a produzir talentos de excelência capazes de competir entre os melhores. O caminho até à conquista de uma nova Bola de Ouro por um jogador português ainda parece longo, mas as bases estão sólidas e a esperança renovada.