icon-menu.svg

Estás suscrito a Chefbook

Barra libre de artículos de viajes

SUSCRÍBETE a Chefbook por 2,99€/semana

IVA incluido y no te pierdas nada.

Os dois golos de Cristiano não foram suficientes e Portugal terá de esperar para garantir a sua passagem para o Mundial de 2026

Aos 40 anos, CR7 bate um recorde histórico de golos em eliminatórias, mas um golo de Szoboszlai nos descontos amarga a noite em Lisboa e atrasa a qualificação portuguesa.

A noite estava destinada à glória de Cristiano Ronaldo, mas terminou em decepção para Portugal. Apesar dos dois golos do seu eterno capitão, a seleção portuguesa não passou do empate 2-2 contra a Hungria no estádio José Alvalade e terá de esperar até novembro para garantir a sua qualificação para o Mundial de 2026.

A equipa treinada por Roberto Martínez precisava da vitória para garantir matematicamente o primeiro lugar do grupo F, mas um golo no tempo de compensação de Dominik Szoboszlai (90+1’) congelou a euforia dos adeptos e deixou a qualificação em suspenso.

Um início difícil

O encontro começou com uma surpresa. Portugal entrou em campo com ímpeto, impulsionado pela sua torcida, mas foi a Hungria que marcou primeiro. Aos 9 minutos, Attila Szalai aproveitou um canto cobrado por Szoboszlai para cabecear para o fundo da rede e colocar o 0-1. O silêncio momentâneo em Alvalade contrastava com a alegria húngara, que via o seu plano de jogo — defender em bloco e procurar jogadas de bola parada — dar resultados imediatos.

O golo não desestabilizou Portugal. Aos 22 minutos, Cristiano Ronaldo, sempre no lugar certo, aproveitou uma bola perdida dentro da área e disparou um potente remate de direita que bateu no guarda-redes adversário. Era o 1-1 e o início de mais uma atuação memorável da estrela portuguesa.

Antes do intervalo, a insistência lusa foi recompensada. Aos 45+3', Nuno Mendes avançou pela esquerda e fez um cruzamento preciso que Ronaldo transformou no seu segundo golo com uma cabeçada impecável. O público rendeu-se ao seu capitão, que não só virou o placar, mas também quebrou um novo recorde: maior artilheiro da história nas eliminatórias mundiais, com 41 gols, superando o guatemalteco Carlos “el Pescadito” Ruiz (39).

Portugal perdoa e Hungria resiste

Com a vantagem no intervalo, a equipa de Roberto Martínez procurou sentenciar. Bruno Fernandes, João Félix e Vitinha criaram combinações no meio-campo, enquanto Rafael Leão e Diogo Dalot desbordavam pelas alas. No entanto, a eficácia não acompanhou.

A Hungria, bem organizada e disciplinada, conseguiu conter os ataques portugueses. O guarda-redes Dénes Dibusz tornou-se a figura central ao defender várias tentativas de Fernandes e Leão. Com o passar dos minutos, os visitantes ganharam confiança e começaram a sair com perigo no contra-ataque.

Aos 59', Szoboszlai avisou com um remate cruzado que passou rente ao poste. Portugal respondeu com um livre de Ronaldo que roçou a barra, mas a tensão aumentava: o marcador continuava em aberto e a passagem direta ainda não estava garantida.

O desfecho mais cruel

Quando o relógio já marcava o minuto 90, o estádio celebrava o que parecia ser uma vitória segura. Mas o futebol, caprichoso como sempre, reservava uma reviravolta inesperada. Aos 91', Dominik Szoboszlai, o capitão húngaro, pegou uma bola perdida na entrada da área e, com um chute certeiro de direita, bateu Diogo Costa para empatar em 2 a 2.

O silêncio tomou conta de Lisboa. Os jogadores portugueses olhavam uns para os outros incrédulos; os húngaros comemoravam um empate com sabor de vitória. A Roja Verde havia deixado escapar dois pontos vitais logo no final da partida.

Ronaldo, recorde eterno e ambição eterna

Apesar do resultado, a noite foi especial para Cristiano Ronaldo. Com 41 golos nas fases de qualificação para o Mundial, o avançado do Al Nassr continua a ampliar a sua lenda. Aos 40 anos, continua a ser a referência indiscutível da seleção e o jogador mais decisivo na área adversária.

«Estou orgulhoso da equipa e de continuar a ajudar Portugal. Queríamos garantir a qualificação hoje, mas o futebol é assim. O importante é que dependemos de nós próprios», declarou CR7 após o jogo. A sua ambição não conhece limites: luta em cada jogo como se fosse o primeiro, e a sua sede de recordes mantém vivo o espírito competitivo de uma geração que combina experiência e juventude.

Roberto Martínez: «Não soubemos matar o jogo»

O técnico espanhol reconheceu o sabor amargo do empate na coletiva de imprensa: «Dominamos, criamos oportunidades e marcamos dois gols, mas não soubemos fechar o jogo quando devíamos. A Hungria competiu bem, aproveitou a sua oportunidade e isso nos deixa uma lição para os próximos jogos.» Mesmo assim, Martínez mostrou-se otimista: «Este grupo demonstrou maturidade. Falta-nos dar mais um passo e vamos dá-lo em novembro, com a mesma mentalidade vencedora.»

Portugal, líder com tarefas pendentes

Com este resultado, Portugal mantém-se líder do grupo F com 13 pontos, seguido pela Hungria com 10. Os portugueses continuam invictos, mas o empate adia a celebração que já parecia garantida. A equipa mostrou momentos brilhantes de futebol, domínio na posse de bola e um Cristiano Ronaldo que continua a desafiar o tempo. Mas também deixou entrever uma fragilidade nos minutos finais que Roberto Martínez terá de corrigir antes da fase decisiva.

icon-x.svg

icon-x.svg

You are in offline mode !