icon-menu.svg

Estás suscrito a Chefbook

Barra libre de artículos de viajes

SUSCRÍBETE a Chefbook por 2,99€/semana

IVA incluido y no te pierdas nada.

Os artistas e álbuns que dominaram a música em 2025

Quem define o som do planeta e porque isso importa.

Quando um ano termina, chega um ritual quase tão esperado como um novo lançamento musical: o inevitável Spotify Wrapped. Esse retrato colectivo dos nossos hábitos de escuta revela quem foi, à escala global, o artista do momento, que discos tocaram sem descanso e que tendências marcaram o pulso da cultura pop. A edição de 2025 já está aí.

A origem do Wrapped e o seu peso cultural

O Spotify criou o Wrapped para mostrar a cada utilizador um resumo das suas escutas nos últimos doze meses — artistas favoritos, músicas recorrentes, minutos acumulados e até géneros predominantes. Com o tempo, o que começou como um relatório individual transformou-se num fenómeno global. As estatísticas já não são apenas partilhadas, são comentadas, analisadas e até disputadas entre fãs. O Wrapped tornou-se um termómetro anual da cultura musical.

Em 2025, o impacto é ainda maior. Num ano marcado por cruzamentos de géneros, colaborações improváveis e uma audiência cada vez mais global, os resultados revelam muito mais do que números: mostram tendências, consolidam fenómenos e ajudam a perceber onde está — e para onde pode ir — o gosto colectivo.

Os gigantes do streaming em 2025

Segundo dados da plataforma, o artista mais ouvido do mundo em 2025 volta a ser Bad Bunny, com impressionantes 19,8 mil milhões de streams. Depois de ter cedido o trono em edições anteriores, o porto-riquenho recupera a coroa e reforça o seu estatuto de fenómeno mundial.

Logo atrás surge Taylor Swift, que mantém a posição privilegiada que alcançou nos últimos anos. The Weeknd, Drake e Billie Eilish completam um top 5 onde convivem pop, R&B e sonoridades urbanas, espelhando a diversidade que hoje domina o streaming.

Entre os álbuns mais reproduzidos do ano, o vencedor é DeBÍ TiRAR MáS FOToS, de Bad Bunny, que acumulou cerca de 7,7 mil milhões de escutas. Ao seu lado aparecem discos de estilos muito distintos, como HIT ME HARD AND SOFT de Billie Eilish, SOS Deluxe: LANA de SZA ou Short n' Sweet de Sabrina Carpenter. Até a banda sonora do filme KPop Demon Hunters, da Netflix, se infiltrou entre os discos mais ouvidos do mundo.

A mistura de nomes e géneros mostra que, em 2025, não existe um único estilo dominante. O que existe é um mosaico global onde coabitam pop experimental, reggaeton, R&B introspectivo e produções coreanas feitas para públicos massivos.

Para além das estatísticas: o que este mapa sonoro nos diz

O regresso de Bad Bunny ao topo confirma a força mundial do som urbano latino. O seu domínio já não se limita a países hispanófonos — tornou-se verdadeiramente global, captando ouvintes na Europa, Estados Unidos, Ásia e Oceânia. O facto de o álbum completo ter tido um impacto tão expressivo mostra que o público continua disposto a acompanhar um projecto do início ao fim, e não apenas uma faixa viral.

Ao mesmo tempo, a presença constante de artistas como Taylor Swift, Billie Eilish e SZA confirma o apetite mundial por narrativas pop mais íntimas e sonoridades alternativas. O ecossistema das playlists é cada vez mais misto, e o ouvinte contemporâneo não se prende a um único território musical.

Outro dado revelador é a força das bandas sonoras e das produções asiáticas, que continuam a quebrar barreiras linguísticas. O sucesso do álbum de KPop Demon Hunters reforça a ideia de que o streaming tornou a música verdadeiramente sem fronteiras. O que explode na Coreia pode tornar-se tendência na América Latina ou nos mercados europeus em poucas semanas.

Para onde pode ir este fenómeno

Os resultados de 2025 sugerem que o álbum, enquanto formato, pode estar a recuperar um papel de destaque. Se um artista consegue números gigantescos com um projecto completo, as editoras podem voltar a investir em narrativas coesas, em vez de coleções dispersas de singles.

A globalização do gosto musical deverá intensificar-se. Um público que alterna entre Bad Bunny, Billie Eilish e K-pop está aberto a colaborações improváveis e fusões criativas. É provável que vejamos mais projectos híbridos, mais parcerias entre mercados distantes e mais experimentação sonora.

E há ainda uma realidade incontornável: o idioma deixou definitivamente de ser uma barreira. A música em espanhol, coreano ou inglês partilha agora o mesmo espaço nas playlists de milhões de pessoas. O mundo já não ouve apenas o que está perto.

Wrapped 2025 não serve apenas para coroar os vencedores do ano. Funciona como retrato de um público global curioso, ecléctico e em constante mutação. Se a tendência continuar, 2026 promete ainda mais diversidade, mais mistura e mais surpresas.

icon-x.svg

icon-x.svg

You are in offline mode !